Nossa História

A fundação de nossa comunidade teve início, no coração do Senhor Jesus desde todos os tempos, e no fim do ano de 1999, o Senhor começou a inspirar o nosso fundador, esse projeto de evangelização. O missionário Kleiton Carlos, nessa ocasião, coordenava o grupo de oração “São Francisco de Assis”, na capela Santa Maria dos Anjos, da paróquia são Francisco.

Junto com ele um grupo de pessoas faziam parte do núcleo e outros ministérios de serviço, quando o Senhor começou a impelir o Kleiton a ir em muitos lugares fazer missões, como por exemplo: pregar retiros de fim de semana, e geralmente era os chamados seminários de vida, como também aprofundamentos, enfim, e isso lhe dava um impulso muito forte. Aos poucos fomos percebendo que aquela vida de missão é o que nos enchia de entusiasmo e nos fazia realizados de verdade na missão.

Estar somente no grupo de oração já não era mais suficiente, sempre parecia estar faltando alguma coisa ou aquela sensação de impotência… nesse momento chegou da cidade de Alexânia – GO. Uma senhora por nome “Nadir”, que já a conhecíamos, pois fizemos várias missões naquela cidade. E ela entrou para o nosso grupo. Uma pessoa nova, com pensamentos diferentes, experiência também diferentes, marcou positivamente a nossa vida e foi um apoio muito grande, pois era uma pessoa já de certa idade, e isso fazia dela uma “mãe”, onde todos se aninhavam em sua casa para conversar, partilhar, enfim.

Em uma dessas partilhas, o Kleiton abriu-lhe o coração sobre a sua sede de Deus, sua vontade de sair em missão, levar o Evangelho, realizar os encontros de seminários, etc. Foram muitas horas de conversa. Quando terminou, ela estava com os olhos rasos d’água, lhe respondeu que via na história dele a vida dela. Pois sempre sonhava em ser missionária, entrar para um convento ou comunidade, mas sua vida tinha seguido outros caminhos e nunca conseguiu realizar seu sonho e seguir de fato sua verdadeira vocação.

Naquele momento foi a primeira vez que o Kleiton falou em fundar (na verdade essa expressão só virá mais tarde, a proposta era a de “abrir”) uma comunidade. O Kleiton conta que seu coração naquele momento expandiu ao sentir que ali poderia encontrar uma pessoa que o entendesse e o ajudasse a discernir sobre aquele impulso fortíssimo que havia em seu interior. Foi quando, quase sem se conter fez o convite a ela: “então vamos nós dois fazer isso, vamos “abrir” uma comunidade, e realizar o meu e seu sonho…” E assim reuniram-se com os outros membros que juntos formavam a equipe de trabalho, contou-lhes a história, e os convidaram para que pudessem fazer parte daquele projeto.

O que foi aceito por todos, pois todos comungavam daquela sede de Deus, todos se encontravam felizes quando estavam realizando missões, todos percebiam que Deus estava nos preparando para algo, só precisávamos entender que algo era esse! Então agora era rezar e perguntar ao Senhor. E assim fizemos. Começamos a rezar, e eram todos os dias, de domingo a domingo, geralmente na casa da “irmã Nadir”, nossas orações se baseavam no cenáculo de Nossa Senhora, o Ofício da Imaculada, o Terço, a Santa Missa, adoração ao Santíssimo e louvores. Através do Cenáculo, tivemos muitas experiências de Deus, e tínhamos a convicção, que tudo aquilo era de fato obra do Senhor e não, fruto simplesmente do coração do homem.

O tempo passou e chegou a hora de saber de fato se nosso projeto iria ou não continuar. Era hora de ir falar com o senhor bispo. Marcamos e fomos. Um detalhe muito interessante que para nós, foi muito importante: ninguém marcou o dia do início de nossa oração, porém muito tempo depois fomos fazer as contas e buscar na memória, ajustando os fatos, descobrimos que o período de oração diária para irmos falar com o senhor bispo, foi de exatamente nove meses, olha bem, nove meses!

O tempo de uma gestação, fato simples, mas que fala muito. Estávamos sendo gerados e não sabíamos. Fomos falar com o bispo, tivemos três audiências com ele. Na última, depois de falarmos, respondermos, enfim, ele nos deu o seguinte conselho; “vai devagar, não tenham pressa, a Igreja tem 2000 anos e não caminha de pressa, não passem o carro na frente dos bois”, com essas simples palavras, o bispo nos orientou e saímos dali cheios de esperança, com muita vontade de trabalhar. E fomos à busca de um local para sediar o início da missão, não foi fácil, tivemos muitas barreiras, muitas perseguições, foi um início muito doloroso, porém, muito forte, muita oração, muito jejum, comunhão, temos muitos testemunhos de milagres, enfim, nasceu a “Comunidade Católica Nossa Senhora das Graças”.

A Comunidade é formada por dois elos: a Comunidade de Vida e a Comunidade de Aliança. Também faz parte de nossa estrutura o que denominamos de servos, que são pessoas que não são chamadas à consagração de suas vidas, porém, se encaixam de modo muito peculiar à missão conforme o carisma de fundação.